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A construção de imagens de si em epígrafes de teses de doutorado produzidas por surdos

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A construção de imagens de si em epígrafes de teses de doutorado produzidas por surdos The Construction of Images of Themselves in Epigraphs of Doctoral Theses Produced by Deaf Maria Clara Maciel de Araújo
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A construção de imagens de si em epígrafes de teses de doutorado produzidas por surdos The Construction of Images of Themselves in Epigraphs of Doctoral Theses Produced by Deaf Maria Clara Maciel de Araújo Ribeiro* Universidade Estadual de Montes Claros Montes Claros Minas Gerais / Brasil RESUMO: A epígrafe tem sido descrita como possivelmente introdutória ao tema da pesquisa. Além disso, ela pode delinear imagens do sujeito pesquisador. A partir da Análise do Discurso (notadamente em MAINGUENEAU, 2008), este estudo investiga em que medida as imagens de sujeito pesquisador e de sujeito surdo ativista podem ser percebidas a partir de epígrafes veiculadas em teses de doutorado produzidas por surdos. Três teses foram selecionadas para análises e compreendidas como representantes de um modelo de racionalidade científica emergente (SANTOS, 2005). Nas epígrafes analisadas, os resultados indicam que tais imagens são hibridamente construídas, apesar de ser possível perceber discreta prevalência da imagem de sujeito surdo ativista. PALAVRAS-CHAVE: epígrafe, éthos, surdos, paradigma emergente. ABSTRACT: The epigraph has been described as possibly the introductory theme of the research. Moreover, it can draw pictures of the subject researcher. From Discourse Analysis (especially in MAINGUENEAU, 2008), this study investigates to what extent the image of fellow researcher (and fellow deaf activist) can be perceived from epigraphs aired on doctoral theses produced by deaf. Three theses were selected for analysis and included as representatives of an emerging model of scientific rationality (SANTOS, 2005). In the selected epigraphs, the results indicate that such images are constructed in a hybrid manner, although you may notice a slight prevalence of the image of the deaf activist. KEYWORDS: epigraphs, ethos, deaf, emerging paradigm. * 1. Introdução Atualmente, inúmeras pesquisas têm revelado a imagem que jornalistas, políticos, professores e cientistas projetam de si mesmos em seus discursos, independente de sua intencionalidade (CAVALCANTI, 2008; FERREIRA, 2009; RAMOS, 2006 e ROMUALDO, 2008). Nesse expediente, a categoria de éthos, originária da retórica aristotélica e reformulada no quadro teórico da Análise do Discurso, sobretudo por Dominique Maingueneau (2008), tem sido o principal instrumento teórico e analítico. A partir da Análise do Discurso (AD) de orientação francesa e de contribuições da Linguística Textual (LT), o presente estudo focaliza os indícios que possibilitam a projeção de imagens de si no gênero epígrafe veiculado em teses de doutorado. As teses selecionadas guardam a particularidade de terem sido produzidas por sujeitos surdos e de projetarem, além de imagens de sujeitos pesquisadores, também imagens de sujeitos surdos ativistas, engajados em causa social própria. A partir daí, objetivo verificar em que medida cada uma dessas imagens (de sujeito pesquisador e de sujeito surdo ativista) podem ser percebidas na epígrafe. Para tanto, na Linguística Textual (LT), Bhatia (2005) e Bezerra (2007) serão conclamados para o entendimento do gênero textual epígrafe, enquanto Maingueneau (2005, 2008), representando a Análise do Discurso (AD), será fundamental para o estudo do éthos. Além disso, Boaventura de Sousa Santos será importante para se compreender a configuração discursiva pós-moderna das teses selecionadas configuração, aliás, motivadora das relações teóricas aqui estabelecidas, pois este estudo não se interessa pela Análise Textual stricto sensu, mas principalmente pela análise dos elementos discursivos que subjazem ao texto, motivo que me leva a eleger Maingueneau teórico mestre. Por outro lado, uma vez que, para a Análise do Discurso, todo discurso é materializado em um texto e que, por sua vez, todo texto se estabiliza em um gênero, autores da Linguística Textual, como dito, serão indispensáveis para a compreensão das epígrafes enquanto gêneros compostos por regularidades. 1 1 As relações entre AD e LT são pertinentes porque ambas abordam o objeto texto/ discurso em seus empreendimentos. As divergências, que não nos parecem inconciliáveis, incluem o fato de a LT priorizar o texto, sem desconsiderar o discurso (entendido como uma unidade conjunta à categoria texto), enquanto a AD privilegia as relações discursivas, sem desconsiderar a materialidade textual (considerando o texto como a materialização dos discursos) (CAVALCANTE; CUSTÓDIO FILHO, 2010; FIORIN, 2010). A partir do quadro teórico descrito acima, verifico, pois, o que a escolha das epígrafes diz do sujeito da pesquisa e do sujeito surdo ativista, hibridamente manifestos no decorrer das teses, conforme demonstrado em Ribeiro (2012) Sobre a noção de éthos É na obra Gênese dos Discursos (1984/2005a) que Dominique Maingueneau dá início às reflexões relativas ao estudo dos modos de enunciação (maneiras de dizer e de se apresentar) que, posteriormente, irá compor a sua noção de éthos categoria cuja origem remonta à Retórica, de Aristóteles. É nessa obra seminal que a autor traz à tona a preocupação de Bakhtin com o estudo do tom, hoje sabidamente componente do éthos, mas considerado, à época, um dos aspectos menos estudados da vida verbal embora já vislumbrado por Todorov (1981) como ligado à relação do locutor com a pessoa de seu parceiro (MAINGUENEAU, 2005, p. 90). Para definir o tom, o autor sustenta que através dos seus enunciados, o discurso produz um espaço onde se desdobra uma voz que lhe é própria (p. 98). Essa voz própria, segundo ele, se apoia em uma dupla imagem do enunciador, que se projeta tanto a partir de evidências de seu caráter (conjuntos de traços psicológicos aparentados, como humoral, sanguíneo, agressivo etc.) quanto a partir de indícios de sua corporalidade (representação de um corpo fictício que condiga com os traços psicológicos apresentados). Caráter e corporalidade devem ser entendidos como projeções discursivas inseparáveis e mutuamente reclamantes. Tom, caráter e corporalidade, portanto, definem um modo de enunciação específico que lembra o autor obedece à mesma semântica e às mesmas restrições que regem o próprio conteúdo do discurso. Diante disso, vê-se que a formulação da tríade está bem distante de um dispositivo retórico escolhido pelo sujeito falante diante dos objetivos de seu projeto de fala; pensa-se, pois, em atributos que podem se projetar independentemente das formulações conscientes de dado locutor. É na obra citada que Maingueneau (2005) lança as bases de sua teoria do éthos discursivo (sem ainda nomeá-lo como tal) e deixa entrever que tanto o discurso oral quanto o escrito possuem uma vocalidade específica, que pode manifestar-se por meio de um caráter e de um tom, como dito, que, por sua 2 Esta pesquisa é um recorte da pesquisa de doutorado realizada por Ribeiro (2012). vez, podem ser associados a uma fonte enunciativa que remete a um corpo enunciante (não a um corpo efetivo, sobretudo se pensarmos nos textos escritos). Desse modo, vê-se que o éthos em Maingueneau não é pensado apenas a partir de discursos orais ou marcadamente eloquentes, mas a partir de toda troca verbal, seja oral ou escrita, uma vez que toda manifestação discursiva possui uma vocalidade específica, que permite relacioná-la a determinada fonte enunciativa, que apresenta certo caráter e certa corporalidade, desenhando uma imagem de si 3 que será (ou não) incorporada pelo auditório. Apesar de a categoria parecer fluida, nos estudos mais recentes do autor ela aparece fortemente estabilizada pelo uso e com novas proposições e problemas, dessa vez, definitivamente distante da tradição aristotélica. Atualmente, o estudo do éthos deixa entrever questões não previstas em sua formulação inicial. A evolução dos estudos do conceito trouxe problemas de ordens distintas, uma vez que a difusão e a utilização dessa categoria nos mais variados corpora (blogs, sites de relacionamentos, discursos infantis, científicos, literários, pedagógicos...) fizeram emergir dificuldades que a complexificaram, quais sejam: 1. Sendo o éthos construído no e pelo discurso, isto é, apenas a partir da tomada da palavra pelo orador, o que fazer, então, com as imagens que compõem previamente o imaginário social do auditório a respeito do orador antes mesmo que ele tome a palavra? Pode-se prever que o auditório constrói representações do éthos do orador previamente à sua fala. Em outras palavras, lugares sociais específicos, aliados a saberes partilhados e à memória discursiva, podem levar o auditório a criar expectativas em relação ao éthos do orador. É possível, por essas razões, construir expectativas específicas do éthos típico de um padre ou de um ativista do Greenpace, por exemplo. A enunciação, em si, é que irá confirmar ou não as imagens previamente construídas pelo auditório. É, portanto, para se referir às imagens do locutor construídas pelo auditório antes mesmo de seu turno de fala que Maingueneau apresenta a noção de éthos pré-discursivo. 2. Há, atualmente, uma distinção metodológica entre duas maneiras de apreensão do éthos. A primeira delas é tributária de Barthes e Ducrot, autores para quem o éthos (ainda aristotélico) é apreensível unicamente por meio do modo pelo qual o orador exerce sua atividade oratória (nível da 3 Como se pode perceber, éthos tem sido traduzido, em português, como imagem de si. enunciação, do dizer) não a partir de informações que o orador dá de si mesmo (nível do enunciado, do dito). Como proceder, então, diante das investidas explícitas (da ordem do enunciado) do sujeito sobre si mesmo? Elas serão desconsideradas ou integrarão outro componente analítico, distinto do éthos? O próprio Ducrot resolve essa questão por meio da distinção que estabelece entre o locutor L (ser puramente discursivo) e locutor λ (o locutor enquanto ser do mundo). Segundo ele, além do locutor enquanto tal (L), figura puramente discursiva, é possível perceber também as manifestações desse locutor em interface com o locutor mundano (Lλ): enquanto fonte da enunciação que o Lλ se mostrará dessa ou daquela maneira. Quando o orador se coloca na posição de objeto da enunciação, portanto, estará a falar de λ, um tipo de figura discursiva de um ser do mundo, conforme Soulez (2008, p. 15), não do locutor enquanto tal (L). Embora o locutor L deixe entrever o locutor λ, Ducrot (1987, p. 189) ressalta que o ιthos estaria ligado apenas a L: Na minha terminologia, direi que o éthos está ligado a L, o locutor enquanto tal: é enquanto fonte da enunciação que ele se vê dotado [...] de certos caracteres que, por contraponto, tornam esta enunciação aceitável ou desagradável. O que o orador poderia dizer de si, enquanto objeto da enunciação, diz, em contrapartida, respeito a λ, o ser no mundo, e não é este que está em questão na parte da retórica de que falo [...]. Maingueneau, contudo, considera as informações oferecidas por Lλ também contributivas e caracterizadoras de L. Se, até pouco tempo, tais ocorrências explícitas eram desconsideradas na caracterização do éthos (porque não se conseguia resolver um problema metodológico ou porque se temia ir contra a tradição aristotélica), Maingueneau (2005; 2008) alarga essa noção ao considerar, além do éthos mostrado (o tom do discurso), também o éthos dito, ou melhor, as informações explícitas que o locutor dá se si mesmo ao auditório. O autor propõe, então, a noção de éthos efetivo, que integra tanto um éthos pré-discursivo quanto discursivo, que se divide em éthos dito (nível do enunciado) e éthos mostrado (nível da enunciação). Na ampliação da noção, além do modo e do tom que o locutor confere ao seu discurso (éthos mostrado), há as ideias de si mesmo que ele apresenta (éthos dito), conforme esquema abaixo, retirado de Maingueneau (2008, p. 19): FIGURA 1 Composição do éthos efetivo Fonte: Maingueneau (2008, p. 19). Vemos, pois, que a categoria é complexa e que ela engloba, segundo a figura 1: i) as imagens do Locutor construídas a partir da memória discursiva do auditório (éthos pré-discursivo); ii) as imagens de si projetadas pelo locutor a partir do momento em que este toma a palavra (éthos discursivo); iii) as imagens de si construídas por via do tom e do sugerido (éthos mostrado); iv) as imagens de si efetivadas verbalmente na estrutura do enunciado (éthos dito) e v) Enfim: todas as imagens de si (prévias, mostradas ou ditas) que sempre se estabelecem a partir dos estereótipos ligados aos contextos. As análises partirão dessa intricada rede de possibilidades de falar de si, seja pela memória discursiva dos interlocutores, seja pelo tom e caráter expressos pelo orador ou pelas palavras claramente atribuídas a si, conforme visto. 3. Uma sobreposição pós-moderna: um fazer acadêmico que se mescla a um fazer ativista social Teses produzidas por surdos guardam algumas particularidades, se comparadas ao fazer acadêmico comum. A mais importante delas talvez seja o comprometimento político e social com o próprio povo surdo, claramente manifesto nos empreendimentos acadêmicos dessa população (RIBEIRO, 2012). Para compreender melhor essa tendência pós-moderna guardada suas especificidades, também praticada pela intelectualidade negra sediada na academia (MAMA, 2010; GOMES, 2010) apresento, a seguir, distintos modelos de racionalidade científica, ou melhor, diferentes maneiras de se pensar a produção de conhecimento na academia, na contemporaneidade. Boaventura de Sousa Santos (2005) considera que o paradigma de racionalidade dominante na ciência moderna, da maneira que o conhecemos, está em crise. Em seu lugar, vemos amostras da erupção de um paradigma outro, emergente, ainda difuso e disforme, mas em alguma medida já vislumbrado e praticado. O autor se refere ao modelo de racionalidade científica constituído a partir da revolução científica do século XVI, considerado por ele totalitário na medida em que nega o caráter racional às formas de conhecimento que não seguem seus princípios epistemológicos ou metodológicos, de maneira a se considerar os estudos humanísticos menos racionais ou científicos que outros. No paradigma chamado dominante, por exemplo, dirá Santos (2005), sujeito e objeto encarnavam instâncias epistemológicas sempre distintas e distantes fato que garantia a suposta neutralidade científica. Atualmente, no entanto, no paradigma que emerge, discute-se a importância de se considerar no objeto a continuação do sujeito por outros meios, de forma a se considerar o conhecimento advindo dele como uma espécie de autoconhecimento, o que imputaria à produção de conhecimento um caráter quase autobiográfico: Hoje sabemos ou suspeitamos que as nossas trajetórias de vida pessoais e coletivas (enquanto comunidades científicas) e os valores, as crenças, os prejuízos que transportam são a prova íntima do nosso conhecimento, sem o qual as nossas investigações laboratoriais ou de arquivo, os nossos cálculos ou os nossos trabalhos de campo constituiriam um emaranhado de diligências absurdas sem fio nem pavio. No entanto, este saber, suspeitado ou insuspeitado, corre hoje subterraneamente, clandestinamente, nos não-ditos de nossos trabalhos científicos (SANTOS, 2005, p. 85). Vê-se que na ciência dita pós-moderna (paradigma emergente) o caráter autorreferenciável já não é mais dissimulado, mas assumido. A partir de uma ressubjetivação, o conhecimento se torna correlato a um saber prático de vida. É isso justamente o que se apresenta na pesquisa engendrada por surdos: o conhecimento construído caracteriza a formulação de um autoconhecimento, de um saber que também o referencia. Em grande proporção, sobretudo na área da Educação, surdos vão para a academia para pesquisar temas automotivados: falar do outro (surdo) é falar de si, na mesma medida em que demonstrar anseios e sentimentos próprios à comunidade surda é tocar também a sua própria inquietação. Após a comprovação acadêmico-científica das Línguas de Sinais como línguas naturais e multiniveladas, seguida da consequente constatação de que sujeitos surdos são seres potencialmente bilíngues e da notória melhoria da educação destinada a essa população, a valorização e independência dos surdos não tem deixado de crescer em todo mundo. O estigma de deficiência está caindo por terra e cidadãos que não ouvem estão tendo oportunidades de crescimento ampliadas. É para manterem ativas as transformações sociais em relação à compreensão do meio de vida surda que se erigem os pesquisadores surdos. A empreitada de articular pesquisa e ativismo social (que vemos em muitas teses de autoria surda) inclui não apenas o desejo de reordenar as relações de poder entre surdos e ouvintes, mas também o de reconstruir a imagem social dos surdos na sociedade, por meio de uma manobra (inter)discursiva, em que as imagens de sujeito pesquisador e de sujeito ativista se sobrepõem. Na academia, aliás, a sobreposição de papéis entre sujeito da pesquisa e sujeito pesquisado não é específica aos surdos, pois parece se estender às demais minorias sociais (negros, índios e homossexuais, por exemplo). Nestas pesquisas, a determinação do lugar social da fala do sujeito da pesquisa, a partir da epígrafe, pode ser compreendida como indício de um paradigma de racionalidade acadêmico-científica emergente, conforme postula Santos (2005). Em estudo recente, Ribeiro (2012) desvendou a natureza da relação sujeito acadêmico e sujeito militante em teses de doutorado produzidas por surdos, mostrando as sobreposições, complementações e embates dessas facetas no fio do discurso, de tal maneira que é válido questionar: em que medida é possível perceber imagens do sujeito que pesquisa e do sujeito que milita já nas epígrafes das teses de doutorado empreendidas por surdos? As epígrafes antecipam ou omitem a configuração híbrida das teses? Três teses de doutorado (de autoria surda) foram selecionadas para a análise, conforme explicito a seguir. 4. Descrição dos procedimentos Uma vez que esta pesquisa objetiva revelar imagens de si (enquanto sujeito pesquisador e enquanto sujeito ativista) construídas a partir das epígrafes, buscaram-se selecionar teses cujo engajamento social se fazia notório. Em levantamento inicial, foram encontradas sete teses de doutorado defendidas por surdos no Brasil até 2010 todas produzidas na grande área Educação. A partir deste universo, as teses cujas temáticas predominantemente técnicas (portanto, menos políticas) pareciam não favorecer os objetivos da pesquisa, foram eliminadas. Ao fim, chegou-se a um corpus constituído por três teses, todas defendidas em universidades federais, em programas de pósgraduação em Educação, entre 2007 e 2010, conforme o quadro a seguir: QUADRO 1 Seleção das teses Tese Autor Instituição Defesa Sigla Implante Coclear na constituição REZENDE, UFSC 2010 T1 dos sujeitos surdos Patrícia L. Ferreira Doutorado em Educação Surdos: vestígios culturais não STROBEL, Lílian UFSC 2008 T2 registrados na História Doutorado em Educação A Experiência e a Pedagogia MIRANDA, UFRGS 2007 T3 que nós surdos queremos Wilson Oliveira Doutorado em Educação Epígrafes veiculadas nas teses acima serão analisadas a partir das considerações a respeito do éthos (projeção das imagens de si), estudos do gênero epígrafe e do paradigma de racionalidade científica emergente. A partir daí, pretende-se tornar claro o que a produção de epígrafes comunica da imagem que o sujeito pesquisador pretende (ou não) passar de si mesmo. De acordo com o quadro 1, por questões de organização metodológica, as teses serão referidas pelas siglas T1, T2 e T3, e os locutores que se expressam por meio delas serão reconhecidos pelas siglas L1, L2 e L3, respectivamente. Nas ocasiões em que o foco estiver no Locutor λ, a referência será a Lλ1, Lλ2, Lλ3. 5. Análises Bhatia (2004) tem discutido os benefícios de considerar o gênero a partir de outros gêneros com os quais ele se relaciona. Por essa perspectiva, temos que considerar que a epígrafe faz parte de uma colônia de gêneros acadêmicos cujos gêneros se delimitam reciprocamente. Trata-se de um gêner
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